Origens


Os destinos da Real Casa de Bragança e do Reino de Portugal têm estado entrelaçados durante séculos. A própria independência de Portugal, que único entre os reinos ibéricos conseguiu sobreviver sem a união à Coroa de Castela, é, em grande parte, devido á determinação de sucessivos Princípes de Bragança. Quando o último Rei da Dinastia de Avis, Henrique I , Cerdeal da Sagrada Igreja Romana, morreu em 1580, o trono de Portugal foi tomado por Filipe II de Espanha. A Espanha permaneceu em ocupação durante 100 anos.


Eventualmente os nobres portugueses rebeliaram-se e proclamaram João, VIII Duque de Bragança, como Rei João IV de Portugal a 1 de Dezembro de 1640. A Espanha foi finalmente derrotado na batalha de Montes Claros em 1665. Os portugueses rapidamente ganharam reconhecimento internacional e controlo das suas posses coloniais. A quando do tratado de Lisboa em 1668, a Espanha finalmente reconheceu a independência de Portugal e desistiu de quaisquer futuras tentativas de incorporar o seu povo no império espanhol.


Os Duques de Bragança tinham estabelecido a sua residência em Guimarães mas em 1501 construíram um palácio substancial de estilo italiano em Vila Viçosa o qual permaneceu a sua principal sede daí em diante.


João IV foi sucedido pelos seus dois filhos mais velhos. Afonso morreu no encarceramento tendo sido sucedido pelo seu irmão, Pedro, que governava já como Regente. Pedro, que formou uma aliança com a Inglaterra, foi sucedido por João V, que convenceu artistas e arquitectos de toda a Europa a irem para Lisboa. O seu suporte das cruzadas contra crescentes incursões muçulmanas no sul da Europa valeram-lhe o título de “Fidelíssima Majestade”. Apesar de enormes rendimentos do Brasil, os planos de expansão de João V tinham um custo superior ao previsto e, combinados com o devastador terramoto de Lisboa em 1755, com a segunda metade do século XVIII começou um período de gradual declínio do poder português. Ele foi sucedido por José que foi sucedido pela sua filha Maria, que foi por sua volta sucedida pelo seu único filho sobrevivente , João VI.
O Rei João VI foi um monarca benevolente cujo bom governo impediu que o seu país fosse dominado pelo espirito revolucionário que reinava na Europa nos últimos anos do século. Contudo, os franceses ocuparam Portugal e forçaram a Familia Real a escapar num navio de guerra britânico para o exílio no Brasil. Com a queda de Napoleão , João VI decidiu regressar imediatamente a Portugal, que foi então governado por regência liderada pelo General Anglo-Irlandês, Beresford, e o embaixador britânico, Sir Charles Stuart.


Os tumultos de 1820 em Itália e Espanha ecoaram em Portugal como tentativa de impor uma Constituição radical, obrigando o Rei a regressar e assumir o poder absoluto. João VI era de inclinação liberal, no entanto, ele e o seu principal Ministro, o Duque de Palmela, eram favoráveis a um sistema constitucional. Neste assunto tinham a oposição da Rainha, e o seu segundo filho ainda vivo, Dom Miguel, mostrando as sementes para uma luta entre liberais e conservadores que se reflectiu em Espanha com as guerras carlistas, e deu origem á divisão desastrosa nas Casas Reais de Bragança e Bourbon.


Quando João VI regressou a Portugal deixou o seu filho mais velho, Pedro, regente do Brasil. A secessão do Brasil, que já tinha o seu próprio governo nacional, era já inevitável e, a 12 de Outubro de 1822, Pedro foi proclamado Imperador como Pedro I.


O trono português e brasileiro estavam agora separados. O Rei João VI morreu em 1826. Pedro I, como filho mais velho, era o herdeiro da coroa de Portugal. Perante a situação difícil a respeito da sucessão dos seus dois tronos, Pedro I abdicou da coroa portuguesa em favor da sua filha Maria da Gloria (Maria II). Até ao seu regresso a Portugal, Dom Miguel o segundo filho de João VI foi declarado Princípe Regente de Portugal.
Pedro I também concordou dar a sua filha em casamento a Dom Miguel assim que ela tivesse idade. Apesar destes planos para o futuro, Dom Miguel organizou um golpe de estado e declarou-se Rei Miguel I de Portugal. Os seus desejos egoístas, conservantismo reacionários oposição às acções liberais do seu irmão motivavam-no. Maria da Gloria e os seus seguidores buscaram refúgio em Londres, esperando uma solução para o acto de traição de Dom Miguel.


Em 1831 Pedro I finalmente decidiu enfrentar o seu irmão Miguel. Pedro abdicou do seu trono brasileiro em favor do seu filho Pedro II. Uma Regência foi rapidamente organizada para governar o Brasil até que o jovem monarca atingisse a idade legal. Dom Pedro e a Imperatriz Amélia embarcaram num navio Inglês, com Maria de Gloria, e partiram em direcção a Portugal.
Dom Pedro com um exército de sete mil homens (incluindo alguns nobres descontentes com as acções autoritárias de Dom Miguel) desembarcou no Porto em Julho de 1832. A guarnição da cidade foi surpreendida e o Porto rendeu-se antes que as forças de Dom Pedro tivessem disparado um único tiro.


Um ano mais tarde, Pedro e Miguel enfrentaram-se no campo de batalha. o exército de Pedro conseguiu encurralar as forças de Miguel derrotando assim o usurpador. Dias mais tarde, Dom Miguel abandonou Portugal apressadamente e dirigiu-se para a França para o exílio. Dom Miguel nunca mais veria Portugal e eventualmente instalou-se na Áustria. Ele e os seus descendentes foram formalmente excluídos de quaisquer pretensões ao trono e exilados prepetuamente durante a Convenção de Evoramonte a 26 de Maio de 1834.


SAR Dom Pedro não viveu o suficiente para apreciar a sua vitória, pois um ano após a remoção de Miguel, morreu inesperadamente com a idade de 35 anos. Maria II tinha 15 anos quando o seu pai morreu e um monarca governante de direito. SAR Maria II e o Principe Ferdinand de Saxónia - Coburgo - Gotha casaram em Lisboa a 8 de Abril de 1836. Assim a família de Saxónia - Coburgo - Gotha se estendeu a Portugal.


Ela foi sucedida por cada um dos seus dois filhos mais velhos em sua vez, o mais novo, SAR Rei Luís (que morreu em 1889), foi seguido por SAR Carlos I, que foi assassinado em 1908, juntamente com o seu filho mais velho e herdeiro, Luís, Principe da Beira. O assassinato levou Dom Manuel II de dezanove anos ao trono. Após um reinado de trinta meses foi forçado ao exílio pela revolução de 1910. SAR o Rei Manuel II morreu no exílio em Inglaterra a 2 de Julho de 1932.


SAR Dona Maria Pia, filha de SAR Dom Carlos I e irmã de SAR o Rei Dom Manuel II, tornou-se a legitima monarca. Ela passou a vida a suportar a resistência democrática ao ditador Salazar. Ela acumulou leais e fervorosos seguidores em Portugal, na Europa e nas antigas colónias. Ela abdicou, devido a problemas de saúde, em favor de Dom Rosário em 1987. Ela acreditava fortemente que SAR Dom Rosário seria capaz de continuar o seu trabalho e que seria um digno Chefe da Real Casa.

Dona Maria Pia morreu em 1995 e está sepultada em Verona. O seu desejo era ser sepultada junto aos seus antepassados no Panteão de Lisboa. Cumprimento dos seus desejos é um dos mais importantes objectivos da Real Casa hoje.

 

A Linha Constitucional


A Sucessão , de acordo com a Constituição Monárquica, é a seguinte:

SAR Rei Dom Carlos

assassinado por revolucionários portugueses juntamente com o Infante Dom Luís em 1908.

SAR Rei Dom Manuel II

Filho de SAR Rei Dom Carlos foi o último Rei governante de Portugal, forçado ao exílio em 1910.
Ele morreu em Londres, em 1932.

SAR. Dona Maria Pia, XXI Duquesa de Bragança

Filha de SAR Rei Dom Carlos e irmã de SAR Rei Dom Manuel II.
Abdicou (devido a problemas de saúde) em 1987 em favor do seu sucessor escolhido

SAR Dom Rosário, XXII Duque de Bragança

o legitimo sucessor à Coroa de Portugal.